Proyecto “Papás por el mundo” – #6 Alexandre Almeida

Dejo de antemano una vez más mi agradecimiento por la oportunidad de exponer sobre el privilegio que significa para mí el ser papá.

 

Aquí está mi relato:

 

Me contaron que ya no iba a dormir, que mi vida no sería más como antes. Me contaron sobre un montón de cosas, pero no sobre las cosas que diré a continuación.

 

¿Te acuerdas de aquella expresión que tus padres te decían? “¡Cuando seas papá lo vas a entender!”. Bueno, una vez más, ellos tenían razón… ese día llega y es hasta ese momento que estarás consiente de que las preocupaciones, como las pocas horas de sueño y cansancio extensivo, serán los problemas más pequeños a los que te enfrentarás. A veces es necesario mantenerte despierto durante las noches sólo para saber si tu hijo está respirando, créeme, tu también lo harás. Colocar las manos cerca de su rostro sólo para sentir el aire saliendo por su nariz y tener la convicción de que está todo bien.

 

Aprendí en estos dos años de paternidad y después de dos hijos, que ser papá por primera vez no me hacía menos “padre” que mi esposa siendo madre por primera vez. Ambos comenzamos juntos y así, hemos construido nuestra base familiar.

 

Para mí, el compromiso de un papá se puede ver reflejado en sus objetivos de vida, sueños y aspiraciones trazadas no sólo para el, sino para su familia. No, no somos mejores referencias que las mamás, sólo vivimos ese milagro de ser papás desde una perspectiva diferente, compartiendo la misma responsabilidad. ¡Tener hijos no te convierte en papá, educarlos sí!

 

Estoy aprendiendo, nadie es perfecto, pero en ese camino trato de hacer de mis pasos los pasos de mis hijos y en un futuro no muy lejano corresponderá a cada uno de ellos elegir su viaje.

 

En el mundo creativo de un niño, el juego es una forma de conocer, experimentar y entender todo lo que lo rodea, y al participar en este proceso de diversión, los padres asumen la función de moldeadores de su desarrollo fortaleciendo los vínculos afectivos, creando seguridad y ayudando de forma saludable la maduración del cerebro. Cuando alguien dijo: “No basta ser padre, tienes que participar”, esa persona reabrió una maravillosa discusión sobre el asunto. Primero libérate de los prejuicios, pues cuando nos sentamos a jugar con nuestros hijos, nos teletransportamos a su mundo, y allá en ese mundo, todas las imposibilidades son posibles. En ese mundo maravilloso de los niños, lo que más se destaca son los sueños, fantasías y creatividad sin límites. La ingenuidad es una travesía de sinceridad, prácticamente una ley.

 

Mi paternidad ha sido así, un mar de descubrimientos, navegando en aguas desconocidas, pero vivo intensamente cada momento propiciado por la bendición de ser alguien para alguien.

 

Alexandre Almeida

Instagram: @jalexandrealmeida, @paidedicado

Brasil

 

Texto original:

Deixo de antemão mais uma vez o meu agradecimento pela oportunidade em expor sobre o privilégio que é ser pai e também expor ao mundo, através do seu talento, sobre o quanto o nosso mundo é importante para que façamos do mesmo uma ferramenta para as conquistas dos nosso herdeiros.

Fica aqui meu relato:

Me contaram que eu não iria mais dormir, que a minha vida não seria mais como antes. Me contaram sobre um monte de coisas, mas não sobre as coisas que direi a seguir.

 Sabe aquela máxima em que seus pais diziam: “Quando você for pai irá entender!”. Então, ela um dia acontece e é nesse momento que você terá a certeza de que suas preocupações,  como as poucas horas de sono e cansaço extensivo, serão os menores dos seus problemas. Flagrar a si acordando durante as noites apenas para saber se seu filho está bem e respirando, tenha certeza,  você irá fazê-lo. Colocar as mãos próximas ao rostinho só pra sentir aquele “arzinho” quente sair pelo nariz e ter a convicção de que está tudo bem.

Aprendi nesses dois anos de paternidade e dois filhos depois, que ser pai de primeira viagem não me fazia tão menos pai quanto a mãe era mãe. Aprendemos juntos e assim, temos construído nossa base familiar.

A qualidade de um pai pode ser enxergada nos seus objetivos de vida, sonhos e aspirações traçadas não apenas para si, mas para a sua família. Não, não somos melhores ou maiores referências que as mamães, apenas vivenciamos essa maravilha de uma perspectiva diferente, não menos responsável. Ter filhos não faz de você pai, educá-los sim! Estou aprendendo, ninguém é perfeito, mas em minha caminhada tento fazer dos meus passos os dos meus filhos e cabe à cada um deles escolher a sua jornada.

No mundo criativo e instigante de uma criança, a brincadeira é uma forma de conhecerem, experimentarem e entenderem o mundo, e ao participarem deste processo lúdico, os pais assumem a função de moldadores desses desenvolvimentos. Fortalecendo os vínculos afetivos, criando segurança e ajudando de forma saudável o amadurecimento do cérebro. Quando alguém disse: “Não basta ser pai, tem que participar”, essa pessoa reabriu uma maravilhosa discussão sobre o assunto. Primeiro desprenda-se de certos preconceitos, pois quando sentar-se para brincar com seus filhos, saiba que você será teletransportado para o mundo deles, e lá nesse mundo, todas as impossibilidades são possíveis. Nesse mundo maravilhoso das crianças, o que mais se destaca são os sonhos, fantasias e criatividade sem limites, já a tal da ingenuidade é travessia de sinceridade, praticamente uma lei. Minha paternidade tem sido assim, um mar de descobertas, navegando em águas desconhecidas, mas vivo intensamente cada momento propiciado pela benção de ser alguém para alguém.

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