Rodrigo Santana – “Papás por el mundo” #49

Hola mis queridos amigos del mundo de la paternidad.

Mi texto no tiene el contenido que tal vez no haya visto en algunos otros blogs o redes sociales, pero vamos allí.

 

Son las 2:12 de la mañana, los niños duermen es cuando decido agarrar mi notebook al ritmo de “Palavra Cantada” para escribir algo (ah, realmente los niños están durmiendo), pero papá aquí es de los que escuchan las canciones e los hijos cuando van a dormir a recargar baterías para el nuevo día.

 

Mi primer contacto, o mi primer recuerdo con lo que hoy entiendo perfectamente por paternidad fue a los 6 años de edad, cuando mi padre hacía algunos intercambiados en el bolsillo para comprar zapatos nuevos para ir al trabajo, y coincidentemente cuando llegué con una carta que la escuela pública de educación infantil en la que estudiaba decía que yo sólo podía asistir a las clases con zapatos nuevos (¿quién no recuerda a los buenos y antiguos zapatos-tenis?, eso ahí, esas mismas)

 

En ese momento me sentí feliz porque iba a ganar un tenis nuevos así como los demás alumnos, porque la red pública “no tenía presupuesto” para proporcionar calzado a todos sus alumnos y yo fui uno de ellos. Pero a pesar de la poca edad percibía que algo estaba mal, mi padre dio el único dinero que tenía a mi madre, que dudó en agarrar, ¿Por qué mi madre dudó en tomar el dinero que mi padre le daba? La respuesta vino al otro día después de un maravilloso día de clase y de tenis nuevo, mi padre fue a recogerme al final de la clase y no necesité más de 5 segundos para entender por qué la vacilación de mi madre en agarrar el dinero que mi papá le daba con tanto gusto el día anterior, delante de mí estaba mi mayor ejemplo, estaba mi padre yendo a mi colegio después de un largo y cansado día de trabajo, con un par de zapatos viejos en los pies, y ahí entra la parte más sensacional, uno de ellos de color negro y otro marrón, y a pesar de todo él estaba feliz y sonriente.

 

A pesar de la poca edad pensé “mi padre se sacrifica por mí, para que yo pudiera estudiar, seré un gran alumno y dar muchas felicitaciones y cuando crecer y convertirme en padre quiero ser igual a él!”

 

Hoy soy padre de Víctor (16), mi primer hijo que la vida me dio con tres años de edad con él aprendí a ser el padre cariñoso y cauteloso que un niño de tres años abandonado por el padre biológico podría tener.

 

Cuando Víctor cumplió 9 años resolvimos que era el momento de tener un miembro más en la familia y suspendimos el uso de los métodos anticonceptivos. En el momento en que se produjo un aborto con 15 semanas de gestación y después otro, confiesó que no me animaba más a tener otro hijo, pero como todos decían después de nuestras pérdidas “nacerá a la hora que Dios quiera y mande”, y realmente fue en la cuarta gestación mi pequeña Gaby luchaba por su vida, ya había vencido la famosa carrera de los espermatozoides, tuvimos un embarazo de riesgo con innumerables complicaciones y adivinen? En el año 2003, la pequeña vencedora vino al mundo para alegrar aún más nuestras vidas, y en el 2015, quedamos embarazados nuevamente y otra vez, embarazo de riesgo con derecho a desprendimiento de placenta, diabetes gestacional entre otras complicaciones, pero… ¿quién dijo que sería fácil?

 

Como percibieron mis hijos son guerreros y el día 26/02/2016 fui bendecido con mi príncipe Enrico que junto a sus hermanos hacen mi vida tener sentido. Ser padre de ellos me hizo un nuevo hombre, una persona más preocupada por el futuro, con el presente, con la presencia e incluso me hizo ver con otros ojos la muerte, hoy la veo con más respeto y trato de estar siempre distante de ella por ellos.

 

No soy el padre perfecto para el mundo, y siendo bien sincero ni creo serlo nunca, pero sí para mis hijos. Para ellos soy el “héroe sin capa” Lo más importante es ser un padre presente.

 

Rodrigo Santana

Instagram: @tempainaarea

Brasil

 

Texto original

Olá meus caros amigos do mundo da paternidade a fora.

Meu texto não tem o conteúdo que talvez você já não tenha visto em alguns outros blogs ou redes sociais, mas vamos lá.

Já são 02:12 da manhã as crianças dormem e então peguei meu notebook e ao som de Palavra Cantada resolvi escrever alguma coisa,(ah e sim as crianças estão realmente dormindo),mas o papai aqui é daquele que houve as músicas que os filhos mais gostam enquanto eles recarregam as baterias para mais diversão no outro dia.

Meu primeiro contato, ou minha primeira lembrança com oque hoje entendo perfeitamente por paternidade foi aos 6 anos de idade, quando meu pai tinha alguns trocados no bolso para comprar sapatos novos para ir ao trabalho, e coincidentemente quando cheguei com uma cartinha que a  escola pública de educação infantil em que estudava que dizia que eu somente poderia frequentar as aulas com sapatos novos (quem aí não lembra das boas e antigas conguinhas? Isso aí, essas mesmo)

Naquele momento eu fiquei feliz pois iria ganhar um tênis novo assim como os demais alunos, porque a rede pública “não tinha orçamento” para fornecer calçados a todos seus alunos e eu fui um deles. Mas apesar da pouca idade percebia que algo estava errado, meu pai deu o único dinheiro que tinha a minha mãe, que hesitou em pegar, pois é, porque minha mãe hesitara em pegar o dinheiro que meu pai lhe dava? A resposta veio no outro dia após um maravilhoso dia de aula e de tênis novo, meu pai foi me pegar no fim da aula e não precisei de mais do que 5 segundos para entender o porque da hesitação da minha mãe em pegar o dinheiro que meu pai lhe dava com tanto gosto no dia anterior, ali na minha frente estava meu maior exemplo, estava meu pai indo me pegar na escola após um longo e cansativo dia de trabalho, com um par de sapatos velhos nos pés, e aí entra a parte mais sensacional, um deles de cor preta e outro marrom, apesar de tudo eles estava feliz e sorridente.

Mesmo com a pouca idade pensei “meu pai se sacrifícou por mim, para que eu pudesse estudar, serei um grande aluno e darei muitas felicidades e quando crescer e me tornar pai quero ser igual meu pai!”

Hoje sou pai do Victor(16), meu primeiro filho que a vida me deu com três anos de idade com ele aprendi a ser o pai carinhoso e cauteloso que uma criança de três anos abandonada pelo pai biológico poderia ter.

Quando o Victor fez 9 anos resolvemos que era a hora de termos mais um membro na família e quando suspendemos o uso dos métodos contraceptivos. Engravidamos pouco tempo  depois foi uma alegria só meus pais, irmãos e toda família eram todos uma alegria só, até que sofremos um aborto com 15 semanas de gestação e outra e depois outra, confesso que não me animava mais com os inícios das gestações que minha esposa e eu tínhamos,  mas como todos diziam após nossas perdas “vai ser na hora de Deus”, e realmente foi na quarta gestação a minha pequena Gaby lutava por sua  vida, já a havia vencido a famosa corrida dos espermatozóides e mostrou que não venceu a toa, tivemos uma gravidez de risco com inúmeras complicações e adivinhem? Isso mesmo no dia 13/02/2010 aquela pequena vencedora veio ao mundo para alegrar ainda mais as nossas vidas, e em 2015, engravidamos novamente e outra vez, gravidez de risco com direito a descolamento de placenta, diabete gestacional entre outras complicações, quem disse que seria fácil?? mas como perceberam  meus filhos são guerreiros e no dia 26/02/2016 fui abençoado com meu príncipe e caçula Enrico que juntamente com seus irmãos fazem minha vida ter sentido. Ser pai deles me fez um novo homem, uma pessoa mais preocupada com o futuro, com o presente, com a presença e até mesmo me fez ver com outros olhos a até então destemida morte, hoje a vejo com mais respeito e tento ficar sempre distante dela(risos) por eles!!

Não sou o pai perfeito para o mundo, e sendo bem sincero nem acho que serei, mas, se para os meus filhos sou o “herói sem capa” pra que ser perfeito para os outros não e mesmo???!  Seja pai presente.

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